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Exame Toxicológico reduz 38% de acidentes nas estradas

09/04/2018 Chromatox
A obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas profissionais, implantada há apenas seis meses, já conseguiu reduzir em mais de 38% o número de acidentes nas estradas federais de todo o país. Os dados foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O estudo teve como base uma análise comparativa dos meses de março a julho deste ano com o igual período do ano passado, e revelou que o número de acidentes envolvendo caminhões nas estradas federais do país diminuiu de 18 mil para 11 mil, ou seja, uma redução de 38%.

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Para o presidente do Instituto de Tecnologia para o Trânsito Seguro, Márcio Liberbaum, a eficácia da lei que exige o exame toxicológico para profissionais é essencial, visto que muitos motoristas se drogam para cumprir o tempo de jornada de trabalho imposto pelos donos das frotas de caminhões. “Mais eficaz do que reduzir a jornada do trabalho por lei é retirar do motorista a possibilidade de fazer uso do recurso que dá ao corpo a capacidade de cumprir este tempo de jornada sobre-humano que vinha sendo imposto aos caminhoneiros”.

Nestes seis meses de vigência da lei foram testados cerca de 650 mil profissionais no país – apenas motoristas do Tocantins e de Mato Grosso do Sul não estão fazendo os exames toxicológicos, resguardados por liminares. A taxa de positividade ficou em torno dos 9% para os motoristas candidatos a emprego em regime de CLT (Confederação das Lei do Trabalho) e em 2,5% para os motoristas que renovaram suas carteiras de habilitação. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Tecnologia para o Trânsito Seguro (ITTS). Segundo o instituto, neste último grupo, o baixo índice está diretamente relacionado ao fato de que mais de 33% dos condutores profissionais não renovaram suas carteiras ou migraram para categorias em que o exame não é exigido.

Para o presidente do instituto, é razoável concluir que parte significativa desses motoristas que evitaram o exame do fio de cabelo seja de usuário regular de drogas e que permanece dirigindo profissionalmente sem a carteira de habilitação compatível, burlando a fiscalização, sem o documento renovada.

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“Os primeiros resultados demonstram o grande acerto do legislador brasileiro ao implantar a lei. Tivemos mudança de comportamento de 1/3 dos 12 milhões de motoristas profissionais do país. Em apenas seis meses, 33,4% dos motoristas não renovaram as carteiras e 11% deles migraram para as categorias A e B. Mas é significativo que 24% simplesmente não renovaram”.

Em entrevista à Agência Brasil, Liberbaum ressaltou o fato de que, “se for levado em consideração este percentual projetado para a totalidade dos motoristas profissionais do país, mais de 2,5 milhões deles ficariam sem a renovação da carteira, se todos os exames já tivessem sido realizados a um só tempo”.

O que se pode imaginar, segundo ele, é que “haja uma positividade escondida de 25%, uma vez que todas as etapas anteriores à implantação do calendário legal do exame, em que fomos às ruas buscar conhecer a taxa de positividade nos motoristas profissionais, ela variava entre 15% e 33% de positividade”.

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